"Sair de um blog sem comentar é como visitar alguém e ir embora sem se despedir..."
Quarta-feira, 16 de Maio de 2012
Tia Bia
Hoje era o teu aniversário. Os meus parabéns.
Farias 75 anos, se o cancro tivesse deixado.
Foste apanhada por esse monstro, e lembro-me bem a tristeza que foi, saberes que tinhas cancro da mama.
Foi doloroso, para ti e para quem estava ao teu redor.
Ninguém merece, mas tu não merecias mesmo...
Merecias uma velhice digna da pessoa que foste...e não tiveste...isso a par do teu sofrimento entristece-me sempre que penso em ti, pois eram muitas as vezes que dizias...quero ver quem cuida de mim quando eu for velhinha...estas palavras passam muitas vezes pela minha cabeça...
Já escrevi isto muitas vezes neste ou no blog VIDA...depois de eu ter tido cancro, é que percebi que o muito que te dei, quando estavas doente, afinal foi pouco...provavelmente para ti até não foi...mas eu sei o que é a angustia de alguns dias, quando passamos pelo cancro. Não chegaste a fazer a mastectomia, mas sofreste como se a tivesses feito, sei que te ia custar muito essa mutilação. Sei que não estavas a conseguir lidar com isso. Hoje eu sabia dizer-te tantas palavras de conforto em relação a isso.
Na altura, para mim, era tudo novo, foi a tua experiencia, infelizmente, que me deu força, que me me inspirou...sei que também tive sorte...ou quem sabe, a sorte foi teres estado a lutar comigo a meu “lado”.
Obrigada tia por tudo...
Tens um significado enorme na minha vida.
Sabes que te queria junto de mim...queria ver-te babada a olhar para o Miguel...
Amo-te muito...
Uma tristeza...
Sem dinheiro para ir ao hospital
Glória Lucas, 56 anos, sofre de lúpus e várias doenças ósseas que a obrigam a consultas de vigilância no máximo de três em três meses. Deixou de ser acompanhada no final de 2011 porque os 379 euros que recebe da pensão de invalidez mal chegam para sobreviver.
Joana Pereira Bastos e Vera Lúcia Arreigoso (www.expresso.pt)
8:50 Quarta feira, 16 de maio de 2012
Todos os dias o ritual é o mesmo. Uma sucessão quase infindável de comprimidos, de manhã até ao deitar. Dezoito, no total. Vinte e dois à quarta-feira. Não é para menos. Glória Lucas, 56 anos, sofre de lúpus, uma doença autoimune que lhe atacou os ossos e as articulações e lhe provocou osteoporose, osteoartrose e artrite.
A doença e a elevada dose de medicação, que é agressiva e carregada de efeitos secundários, obrigam-na a fazer análises e a ter consultas de vigilância com muita regularidade. No máximo, de três em três meses. Em fases mais agudas, pelo menos uma vez por mês. Mas Glória deixou de ser acompanhada no final de 2011.
"Já faltei a consultas e a exames porque não tenho dinheiro para o transporte", explica. Recebe 379 euros de pensão de invalidez e paga 145 euros de renda. Sobram-lhe pouco mais de 200 euros para comer, pagar as despesas da casa e comprar a medicação.
Fim dos reembolsos pelo transporte
O dinheiro não estica o suficiente para os mais de 100 quilómetros que a separam do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde tem de ser seguida para ter acompanhamento especializado.
Dantes, o centro de saúde de Peniche, onde mora, passava-lhe uma credencial para o transporte, que lhe permitia reaver a 100% o custo da viagem de camioneta até à capital, depois de devidamente carimbada no Santa Maria. Mas o ano passado o médico de família informou-a de que a Segurança Social tinha deixado de pagar o reembolso das deslocações.
A única possibilidade de voltar a ter transporte gratuito era em ambulâncias dos bombeiros, mas apenas se o médico do Santa Maria autorizasse. O que não aconteceu. "Lá, disseram-me que só autorizam em casos extremos, como acamados, doentes com cancro ou doentes renais crónicos. Compreendem a minha situação, mas dizem que são as regras da troika, que mandou cortar no transporte." Perante a recusa, Glória Lucas deixou de fazer análises.
"A última vez que fui à médica, já depois de algumas faltas, ela perguntou-me como é que eu quero ser tratada se não vou às consultas e não faço os exames. Eu perguntei-lhe como é que ela quer que eu faça se não tenho dinheiro. Ficou calada. E ficámos assim."
Doentes sem tratamento por falta de transporte
Por todo o país, pessoas com baixos rendimentos estão a faltar a consultas, exames e tratamentos por não conseguirem pagar as deslocações. Governo reconhece que há um problema e vai mudar a lei.
Mesmo estando isentos de taxas moderadores, há doentes que ficam sem tratamento porque nem sequer conseguem chegar à porta do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Estão previstas deslocações gratuitas para quem precisa de assistência e tem baixos rendimentos, mas a lei nem sempre é cumprida.
Obrigados pela troika a cortar cerca de 54 milhões de euros no transporte não urgente de doentes, hospitais e centros de saúde estão a racionar as credenciais. Muitas vezes fica de fora mesmo quem tem direito. O Expresso encontrou vários casos de pessoas que deixaram de se tratar por não conseguirem pagar a deslocação ao médico.
Segundo as regras em vigor, beneficiam de transporte gratuito os utentes com menos de 419 euros de rendimento mensal do agregado familiar (seja qual for o número de elementos) e situações clínicas incapacitantes como doenças neuromusculares e ortopédicas, doenças oncológicas ou sequelas motoras de doenças musculares.
Muito em breve será publicado um novo diploma que sobe dos 419 para 628 euros mensais o limite de rendimentos para se ter acesso ao transporte gratuito. A nova legislação vai ainda alargar este direito a quem tem de recorrer ao SNS pelo menos oito vezes por mês. No caso dos doentes oncológicos, estará sempre garantido.
Ao Expresso, o secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, salienta ainda que a nova lei dará ao médico a possibilidade de prescrever transporte gratuito a casos que a sua "sensibilidade ética" dite que também devem ser beneficiados, mesmo que não cumpram os critérios previstos.
Ler mais:
http://expresso.sapo.pt/sem-dinheiro-para-ir-ao-hospital=f725882#ixzz1v1RJK9MK Fonte:
http://expresso.sapo.pt/sem-dinheiro-para-ir-ao-hospital=f725882
Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
Mais uma Unidade de Cuidados Continuados no Baixo Alentejo
A Unidade de Cuidados Continuados de longa duração e Manutenção de Garvão recebeu hoje, dia 14 de Maio, os primeiros utentes, segundo nos revela a Associação Futuro de Garvão, que vê agora a Unidade de Cuidados Continuados de longa duração e Manutenção de Garvão em pleno funcionamento, três anos depois de a reivindicar.
Esta unidade tem capacidade para receber cerca de 30 utentes. A sala de fisioterapia altamente equipada vai servir de apoio ao tratamento dos utentes internados e também de utentes externos que requeiram o serviço.
Recorde-se que, esta Unidade de Cuidados Continuados de longa duração e Manutenção é a terceira do mesmo tipo, na Rede de Referência da Unidade local de saúde do Baixo Alentejo.
Este investimento, no valor total de cerca de dois milhões de euros, financiado em 750 mil euros pela Administração Regional de Saúde do Alentejo e a outra parte por fundos privados, proporcionou também a criação de cerca de 30 postos de trabalho qualificados, sobretudo, jovens permitindo a fixação desses jovens na terra de origem.
http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=127435
Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
Bronze está na moda, mas a que custo?
O recurso a solários e a exposição intensa ao sol são comportamentos de risco, já que potenciam o surgimento de cancro da pele. É um alerta de um especialista, na dia do euromelanoma. E fica, ainda, o aviso: "Dias de nevoeiro e de vento dão sol matreiro”.
Vêm aí dias de temperaturas altas e índices de raios ultravioleta igualmente elevados. Com a época balnear a bater à porta, os especialistas alertam para a prevenção e diagnóstico do cancro cutâneo. Para perceber mais sobre a doença, bem como, os cuidados a ser tomados, a Renascença foi ouvir Osvaldo Correia, da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC).
A moda do corpo bronzeado tornou-se um risco para a pele. “As variações climatéricas levam, muitas vezes, a que as pessoas estejam ansiosas e, logo após o mau tempo, acabam por se expor de uma forma intensa no primeiro dia de sol”, explica Osvaldo Correia, sublinhando ainda que " os efeitos surgem anos depois".
A utilização de solários, ainda que em Portugal seja menor face a outros países mediterrânicos, é outro recurso ao bronze que é considerado tão perigoso “quanto o tabaco é para o cancro de pulmão”. Não significa que “toda a gente que faz solário vá ter problemas de pele”, mas, segundo o dermatologista, é importante lembrar que este tipo de exposição, “mesmo que pouco frequente, não prepara a pele e não é importante para a vitamina D como muitas pessoas julgam”.
Osvaldo Correia garante que as idas ao solário, que envolvem 3% a 5% dos portugueses, “podem traduzir-se em efeitos negativos sobre a pele, não só no envelhecimento, como na susceptibilidade de cancro”.
Além desta aplicação artificial, o especialista revela que “em Portugal é ainda elevado o número de queimaduras solares devido a exposições inapropriadas e não só em pessoas de pele clara.”
“Dias de nevoeiro e de vento dão sol matreiro”
Antes de passar aos conselhos, Osvaldo Correia sublinha que a “temperatura nem sempre se correlaciona com o índice de ultravioleta". "Há que estar atento: dias de nevoeiro e de vento dão sol matreiro", diz.
O especialista identifica ainda as três lesões que podem indicar cancro cutâneo: “Uma ferida que não cicatriza - rosto, nariz, orelhas - e volta mais grossa; um sinal de cor que surgiu diferente dos outros; um sinal estável que já tinha, cuja cor e contorno tornam-se irregulares”.
Neste sentido, “utilizar um chapéu de abas largas, proteger o decote e os braços é importante, além de recorrer à sombra e ao uso do protector solar - que quanto mais fluido for, mais vezes tem que ser renovado”, refere o dermatologista. Osvaldo Correia acrescenta ainda que o período da “siesta”, entre as 12h00 e as 16h00, deve ser evitado, uma vez que “os índices de ultra-violeta são mais elevados”.
O dia do euromelanoma em Portugal vai disponibilizar a partir desta quarta-feira, em parceria com cerca de 30 serviços de dermatologia, um rastreio gratuito de cancro da pele direccionado, sobretudo a quem tem lesões de risco ou com antecedentes de queimaduras solares. Em caso de impossibilidade ou falta de vagas, Osvaldo Correia diz que “as pessoas com dúvidas devem procurar o seu médico”.
Pode consultar em
http://www.apcc.online.pt os locais onde os rastreios vão ser feitos.
Fonte:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=31&did=61420
Quinta-feira, 3 de Maio de 2012
Tratamentos de fertilidade associados a maior risco de cancro pediátrico
Uma pesquisa recente sugere que os medicamentos usados nos tratamentos de fertilidade podem aumentar o risco de crianças geradas a partir destes processos desenvolverem cancro, avança o PIPOP – Portal de Informação Português de Oncologia Pediátrica, citando a Fox News.
O risco de desenvolver o tipo mais raro de leucemia mielóide aguda (tipo de cancro que afecta o sangue) foi aumentado em 2,3 vezes pelos medicamentos em causa, enquanto para o tipo mais comum, a leucemia linfoblástica aguda, essa probabilidade foi elevada de duas a seis vezes, segundo o estudo apresentado recentemente numa Conferência sobre Cancro Infantil em Londres.
O risco aumentado de cancro na infância não foi associado à inseminação artificial ou fertilização in vitro, mas sim a compostos usados para estimular o ovário.
A pesquisa sugere também que, além de evidências sobre a ligação entre a doença e alguns medicamentos de tratamento de infertilidade, o próprio facto de não existir facilidade em gerar um filho pode assumir um papel no maior risco da patologia, isto porque os investigadores chegaram à conclusão de que quando uma mãe aguarda mais do que um ano para engravidar, sem intervenção médica, o risco do seu bebé vir a desenvolver leucemia linfoblástica aguda é aumentado em 50%.
A investigação está ainda numa fase preliminar e não deve ser tomada como verdade absoluta, sublinham os especialistas, que lembram, no entanto, que a evidência preliminar do estudo indica a necessidade de continuar a avaliar a ligação entre a leucemia infantil e alguns medicamentos para a fertilidade.
2012-05-02 | 10:03
Fonte: POP
Sexta-feira, 20 de Abril de 2012
"A maioria dos cancros, se for detectada de forma precoce, é tratável e curável", alertou especialista
Sérgio Barroso, director do Serviço de Oncologia do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), considerou "muito importante que as pessoas estejam informadas e recorram precocemente aos serviços de Saúde", para serem diagnosticadas."A maioria dos cancros, se for detectada de forma precoce, é tratável e curável. Só se forem detectados numa fase muito avançada" é que "as coisas são mais complicadas" e "muitos deles" tornam-se "incuráveis", avisou.O especialista falava à margem dos Encontros Oncológicos da Primavera, que decorrem em Évora, até domingo, e vão na 8.ª edição, sendo organizados pelo Serviço de Oncologia do HESE.Trata-se de "uma das principais reuniões oncológicas a nível nacional", frisou, explicando que a iniciativa junta cerca de 720 profissionais da especialidade, médicos e não médicos, e oradores portugueses e estrangeiros.Segundo o responsável, a incidência do cancro "tem vindo a aumentar" em Portugal e, todos os anos, surgem "mais de 40 mil novos casos e mais de 20 mil pessoas morrem" devido aos vários tipos desta doença."Tem vindo a aumentar a incidência porque tem subido o número de alguns tipos de cancro", destacou.Quanto à mortalidade, ao longo dos anos, em alguns casos "tem vindo a diminuir", mas noutros "mantém-se mais ou menos estabilizada, dependendo dos tipos de tumores".No que toca ao Alentejo, aparecem na região "entre 2.000 a 2.500 novos casos de cancro", anualmente, e "morrem mais de mil doentes", referiu ainda o especialista.Sérgio Barroso destacou ainda que o Alentejo é uma das regiões, juntamente com o Centro, que tem "a funcionar o número mais elevado de rastreios" para detectar precocemente o cancro, mais precisamente três: cancro do recto, da mama e do colo do útero. Fonte: Correio da ManhãLink:
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/cancro-mata-mais-de-20-mil-pessoas-por-ano-em-portugal
Terça-feira, 17 de Abril de 2012
Corrida Sempre Mulher decorre no próximo domingo
Mulheres correm pelo apoio às mulheres com cancro da mamaNo dia 22 de abril, a Corrida Sempre Mulher volta às ruas de Lisboa, numa iniciativa que visa angariar fundos para a Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama (APAMCM).
A corrida feminina não está, no entanto, vedada aos homens, que também poderão dar o seu apoio a esta iniciativa.
Com um percurso de 5km, desta vez a corrida vai ter partida e chegada na Praça dos Restauradores, em Lisboa, passando pela Avenida da Liberdade, Marquês de Pombal, Avenida Fontes Pereira de Melo, Avenida da República e retorno pelo mesmo percurso.
A corrida tem início às 10h15, com uma aula coletiva de aquecimento. Fonte:
http://mulher.sapo.pt/atualidade/noticias/corrida-sempre-mulher-decorre-1236768.html
.As minhas fotos - Alentejo