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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Salve o seu peito

 

 

Manual de prevenção do cancro da mama

É o grande expoente da sensualidade feminina, mas também uma zona frágil e vulnerável. Dizemos-lhe tudo o que deve saber para cuidar e protegê-lo, e até para fugir ao tão temido cancro da mama.

As mamas são, geralmente, assimétricas; à vista desarmada, uma parece maior do que a outra. É uma situação normal. A sua forma também vai mudando com o tempo e com o envelhecimento cutâneo (com a idade, vão ficando mais cónicas).

Para além disso, a pele tem de suportar o peso de uma glândula mais ou menos volumosa (de 50 a 400 g), que não tem nenhum elemento de sustentação. Por dentro, a mama é formada por inúmeras glândulas, encarregues de produzir leite depois do parto e por dois tipos de tecido: adiposo e conjuntivo (como a pele). E é nestas glândulas e tecidos que está o cerne da questão, do tão temido cancro.

Afastar o fantasma do cancro

Existem vários factores de risco. Este é muitíssimo mais frequente nas mulheres, apesar de também poder afectar homens. O risco aumenta com a idade, sobretudo entre os 50 e os 70 anos.

Outro factor de risco é ter tido a primeira menstruação antes dos 11 anos (menarca precoce) ou menopausa tardia, depois dos 55 anos. Curiosamente, se a última for precoce (antes dos 40 anos), quer seja espontânea ou provocada por cirurgia, o risco é menor.

Mulheres com antecedentes familiares de cancro da mama estão mais vulneráveis a esta patologia. Ter sofrido de algum outro cancro antes, como o do ovário, também exige cuidados adicionais.

Os tratamentos hormonais prolongados por mais de oito anos (anticonceptivos orais ou pós-menopáusicos)e a obesidade ou o excesso de peso aumentam os riscos. Não ter tido filhos ou tê-los tarde (depois dos 35 anos) multiplica o risco por três.

Ser portadora de mutação em genes associados ao cancro da mama (BRCA1, BRCA2, P53, PTEN) é outra das situações que exige uma atenção especial. Todos estes factores podem ser sintomas de um tumor, apesar de em 95% dos casos não o serem.

Sinais de alarme

  • Alto ou dureza na mama ou axila, mesmo que não lhe doa E também pele dura ou espessa. Pode detectá-lo facilmente fazendo o auto-exame dos seios
  • Um mamilo que se altera e se enfia para dentro
  • Rugas ou covinhas na pele que formam relevos esquisitos, descamação ou desgaste à volta do mamilo
  • Líquido de origem desconhecida (ou mesmo sangue) proveniente do mamilo, excepto durante a gravidez e aleitamento
  • Alterações no perfil ou tamanho da mama, inclusive algum tipo de inchaço
  • Sensações estranhas, incómodo ou dor, tanto no mamilo como na mama, repentinos e persistentes
  • Assimetria claramente visível entre as duas mamas

Este cancro herda-se?

O cancro da mama hereditário representa apenas entre 5 a 10% dos casos.

«São vários os genes implicados no cancro da mama hereditário, sendo as mutações nos genes BRCA 1 e BRCA 2 as mais frequentes e as que conferem um aumento significativo do risco de vir a ter a doença, chegando aos 90%», explica Gabriela Sousa, oncologista médica no IPO de Coimbra.

Existem outros tumores que podem aparecer associados à Síndrome Hereditária do Cancro da Mama e Ovário, entre eles, o cancro da próstata, o melanoma (cancro da pele), o cancro do cólon e o do estômago.

«Outra situação que se pode verificar é a tendência familiar de haver hábitos alimentares semelhantes e um terreno hormonal parecido entre familiares de primeiro grau», acrescenta a oncologista.

E se for necessário operar, retira-se a mama toda?

Na maior parte dos casos não é necessário. Actualmente, realiza-se uma cirurgia conservadora da mama em 80% dos casos. Os 20% restantes precisam da extirpação total (mastectomia), apesar de, em princípio, se poder fazer a sua reconstrução.

Exames que deve fazer

Segundo explica Gabriela Sousa, «em Portugal, o programa de rastreio é dirigido a mulheres que não notam qualquer alteração da mama, portanto assintomáticas, entre os 45 e os 69 anos, e consta na realização de uma mamografia a cada dois anos.

O rastreio não faz o diagnóstico da doença. O seu objectivo é separar a população analisada em dois grupos: positivo e negativo. O grupo em que o resultado do rastreio é positivo deverá prosseguir com a realização de exames para diagnóstico».

A partir dos 40 anos, ou antes, se houver indícios, deve fazer os seguintes exames médicos:

Mamografia
É o melhor método de diagnóstico, por isso os especialistas recomendam fazer uma por ano, a partir dos 40 anos de idade. Através deste exame detectam-se entre 90 e 95% dos tumores.

Geralmente, fazem-se duas mamografias de cada mama. Para conseguir uma imagem mais clara é necessário comprimir ligeiramente o peito, o que pode ser incómodo, mas dura poucos segundos. No dia em que fizer a mamografia, tente não usar talcos, desodorizantes nem cremes no peito ou nas axilas, porque podem afectar a qualidade da imagem.

Ecografia
Deve ser feita para complementar a informação da mamografia, já que algumas características da mama (gordura, pequenas cicatrizes, etc.) tornam este exame necessário para confirmar o diagnóstico.

RMN (Ressonância Magnética Nuclear) mamária
Útil em casos seleccionados e, sobretudo, no seguimento das mulheres portadoras de mutação genética ou com risco muito elevado de virem a ter cancro da mama.

Biopsia (ou punção)
É a extracção de parte do tecido mamário suspeito, para ser analisado e confirmar a natureza da alteração (benigna ou maligna).

Como proteger o seu peito

O sutiã é importante. Por isso:

É fundamental que seja do seu tamanho. Tenha atenção à copa (existem quatro tipos: A, B, C e D).

Deve ter aros (que devem assentar no tórax), alças reguláveis e elástico em linha recta. O regulador das costas deve estar alinhado com a base do peito.

Abotoe-o de forma a não a apertar nem ficar solto ou formar pregas. Nos dias anteriores à menstruação, é melhor usar um modelo que não tenha costuras. Levante os braços e garanta que o sutiã não sai do sítio, ou seja, que funciona como uma segunda pele.

A duração média de um sutiã é de, mais ou menos, um ano.


 

Hábitos diários

O peito está sujeito a muitas oscilações ao longo da vida: adolescência, menstruação, dietas, gravidez. Tudo influencia o seu aspecto: aumento, estrias, flacidez...

Estes conselhos vão ajudá-la a mantê-lo bonito e saudável:

  • Aplique jactos de água fria em círculos, no sentido dos ponteiros do relógio e à volta do mamilo.

  • A cosmética ajuda. Aplique o seu creme refirmante em círculos, sem tocar no mamilo, depois do duche ou à noite.

  • Ginástica com pesos, bandas elásticas e bolas de fitness reforçam-no.


 

Texto: Madalena Alçada Baptista
Revisão científica: Dra. Gabriela Sousa (especialista em Oncologia Médica no IPO de Coimbra e membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Senologia)


 

 

A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista

 

in http://saude.sapo.pt/prevenir/artigos/geral/saude/ver.html?id=908695&pagina

 

 

 

 

 

 

 

Postado por Isa às 15:43
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1 comentário:
De Nela a 30 de Janeiro de 2009 às 21:42
Tu estás muito produtiva!
É só artigos... Fazes muito bem.
Beijinhos grandes e bom fim de semana

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