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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

A minha história no cancro da mama

 

 

 

Para quem tem chegado ao meu blog recentemente, e não conhece a minha história pelo cancro da mama, aqui fica o meu relato.

 

Tenham um bom fim-de-semana.

 

Estávamos em Novembro de 2005, quando me deram uma cotovelada na mama esquerda, doeu-me logo e ficou a incomodar-me, começou a fazer um empastamento que não gostei nada. Fui ao centro de saúde, mandaram-me fazer uma eco... ( para mandarem fazer mamografia, é preciso sei lá o quê) conclusão, não detectaram nada nessa eco, tomei antibiótico e não melhorou. Previa um cenário não muito bonito, voltei ao centro, disseram-me para fazer nova eco mas que pedisse para fazer com outra radiologista (o primeiro que me fez era novo na especialidade, azar o meu) com isto, já estávamos em Janeiro de 2006. Fui fazer a eco, e a Dr.ª disse que tinha que fazer mamografia, e combinamos ir dai a 8 dias ter com ela ao hospital. Estas esperas são sempre longas e ficamos muito ansiosas. Dia 5 de Janeiro fiz eco, mamo e disse que tinha que fazer biopsia, se queria fazer já ou daí a 8 dias, disse-lhe que queria já. Estava sozinha. Comecei logo a chorar. A tia que acompanhou o meu crescimento mais de perto, tinha falecido havia 6 anos, de cancro da mama, e estar a passar por isto, estava a fazer lembrar-me o sofrimento dela, e o facto de ela n ter conseguido vencer.
E para ajudar a este turbilhão de emoções,  uma das minhas melhores amigas, da minha idade, andava a fazer exames desde Agosto de 2005, desconfiada que tinha cancro da mama, e já tinha feito a biopsia, estava a espera do resultado.
A médica passou-me logo uma carta para o oncologista, pois viu logo o que aquilo ia dar, mas eu não quis ver, acho. Só dois dias antes da consulta é que vi que se chamava consulta de decisão. E ai vi que só podia ter cancro, porque se não, porque haviam de ir decidir alguma coisa...mas não contei a ninguém.
Dia 19 de Janeiro fui à consulta, muitas horas de espera, mas já não fui sozinha, levei a minha irmã mais velha.
Entrámos e o medico disse isto tão claro como a agua, a Isabel sabe porque esta aqui, a Isabel tem cancro da mama.

É esta a frase que tenho usado sempre...o mundo caiu-me em cima...

A minha irmã, que estava mesmo a pensar que aquilo tinha sido da cotovelada acho que ainda reagiu pior do que eu. Eu gritava que queria ter um filho e não um cancro, uma médica chorou...de emocionada que ficou, senti-me abandonada por quem eu achava que me protegia lá do alto (minha tia e minha avó falecidas em 1999 e 2003, hoje sei que nunca me faltaram).
Depois de chorar disse á equipa - quando falava socialmente se algum dia uma coisa destas me acontecesse dizia que não queria ser tratada e que durasse ate durar, hoje perante a doença e caindo na realidade não vejo as coisas assim, e claro que quero que me tratem o que há a fazer, vai-me cair o cabelo???? Vou ficar sem mama??? Foram as minhas preocupações.
E eles lá me disseram que sim,  que iria fazer 8 sessões de quimio depois operação e mais tarde rádio.
E para me dirigir ao laboratório para fazer analises que amanha dia 20 de Janeiro de 2006, iria começar a quimio.
Foi tudo muito rápido, de um momento para o outro passei de saudável, de uma pessoa cheia de vida, cheia de trabalho, a doente, doente oncológica.  Assusta...
Fui eu que contei aos meus amigos, familiares e nesse dia depois de chorar levantei a cabeça e disse para mim, vou conseguir, vou-me salvar deste maldito cancro, este não é o meu ponto final, é uma virgula, a vida continua.
Pensei em deixar o meu namorado, não queria que ele sofresse comigo, queria que ele continuasse com a vida dele, sem ter que assistir a isto tudo, mas quando lhe fui contar, as palavras dele as emoções e as atitudes fizeram-me mudar imediatamente de pensamento, ele seria a minha força, a minha garra à vida, prometi a mim mesma que teria que viver para o fazer muito feliz depois de me tratar.

Nesse mesmo dia 20 de Janeiro a minha amiga soube o resultado da biopsia, também ela tinha cancro da mama.

Fui a Fátima, rezei, coisa que antes de saber se tinha cancro da mama, ou não, não consegui fazer, foi estranho, mas nem no terço conseguia agarrar.

E como se espera nos tratamentos, fiquei sem cabelo, engordei, fiquei pálida, sem pelos, tive enjoos, má disposições, dores nas costas, dores nas pernas, febres, aftas, as unhas escuras, a pele seca, irritabilidade, não tinha paciência, muito sensível.

Mas Graças a Deus, correu sempre tudo nos tempos, nunca falhei um tratamento, alimentava-me bem, só não tinha apetite nos dias dos tratamentos.
Fiquei de baixa, mas depois achei que em casa, estava pior, tinha tempo para pensar, e tinha era que estar ocupada, perdi o sono, comecei a ficar dependente de comprimidos para dormir, isto depois de tentar descobrir qual o comprimido que fazia efeito, comecei a trabalhar e só faltava algum dia ou outro que não tivesse bem, o tratamento era a sexta, para ter o fim de semana para recuperar, mas as vezes os sintomas só apareciam lá para terça ou quarta, era ai que faltava, tinha que ser.

Custei a separar o cancro da morte, só me vinha a ideia que a minha querida tia, que eu tanto acompanhei tinha falecido de cancro, com o tempo fui conseguindo, fui conhecendo histórias de sucesso e isso deu-me muito alento.
A queda do cabelo custa, mas se pensarmos que são
4 a 6 meses da nossa vida...a coisa vai-se levando...
Coloquei logo a peruca, ficava bem diferente, mas não havia alternativa, nunca gostei de me ver com os lenços.
Tenho que confessar, que nem tudo foi mau, estava doente, mas tentei fazer a minha vida normal, não saia tanto, mas não me fechei em casa. Também fui feliz nesse tempo, não o posso negar.
Terminei a quimio em Junho, um dia depois de fazer 36 anos, agora era aguardar que me chamassem para a cirurgia.
Ainda tive uma consulta, e o medico perguntou-me se eu queria fazer mastectomia ou se preferia tirar só o nódulo que até tinha diminuído, correndo as consequências dos riscos que poderiam vir dessa decisão. E eu disse que havia 6 meses que me andava a preparar para a mastectomia e que queria fazer.
Fui de férias para
o Algarve, umas férias mais calmas que o costume, praia, só de longe, sem apanhar sol, um Agosto bem diferente dos outros todos.
Dia 6 chamaram-me para ser internada dia 9 e operada dia 10, e assim foi. 
Éramos
3 a ser operadas nesse dia, fui a última, a espera foi longa.
No dia a seguir o penso descolou e eu vi logo a minha cicatriz, não me fez tanta impressão, como pensava. Mas eu estava mutilada, estava diferente, era uma nova Isabel, era a Isabel que o cancro da mama tinha deixado e tinha que aprender a viver assim.
Não hesitei em mostrar ao Jorge, foi com a maior das naturalidades. Era eu na mesma, e foi isso que ele me disse.

Quando entrei para o hospital, o cabelo estava a começar a crescer, só lá estive 5 dias, mas o suficiente para já não usar a peruca, pois enquanto lá estive não a usei e depois até parecia que aquilo não tinha sido o meu cabelo nos últimos seis meses.

O cabelo estava mesmo muito curto, mas já não voltei a usar a prótese capilar, já que agora a prótese a usar tinha que teria que ser a da mama.
Dai a um mes mais ou menos fui chamada para a Rádio, ainda fiz fisioterapia, pois o braço estava muito preso.
Tive um mes e pouco em Carnaxide para fazer os 25 tratamentos de Radioterapia, tinha tratamento ao sábado e ao Domingo,  vinha a Beja à quarta e quinta, ou seja esses eram os meus dias livres, mas eu vinha logo a terça e ia para cima à sexta.
Terminei no dia que nasceu a minha sobrinha Rita, foi um prenúncio que estava livre, que tudo tinha acabado bem. Foi vida nova, isto em Outubro de 2006.

A minha amiga nesta altura também já estava safa do cancro da mama.
A partir dai, comecei com rotinas de 3 meses, uma das quais (Abril de 2007) me foi dito que iria começar a fazer um tratamento que seria bom para mim, não percebi muito bem, mas no dia D, lá fui ao hospital, fazia-se na sala de quimio, o que foi um pouco doloroso, parecia que estava a reviver tudo, mas depois as enfermeiras explicaram-me que o tratamento era de prevenção e que não iria ter os mesmos sintomas, embora tudo o resto fosse igual, 2 horas sentada nos cadeirões, mas só me provocava sono e fome. Por isso adquiri mais peso.

 

A par disto tive consultas de cirurgia de reconstrução, mas só poderia começar quando o tratamento acabasse, e tive muita sorte com as datas, porque assim que terminou os 18 tratamentos de herceptin que durou um ano, terminando em Abril de 2008, chamaram-me para fazer a primeira operação de reconstrução que acabou por acontecer em Julho de 2008.

No dia anterior tirei uma foto, para ficar de recordação, e foi nesse dia que tive consciência de como estava, nunca me senti diminuída como mulher por não ter uma mama, claro que as vezes ficava triste porque não podia vestir certas roupas, mas ao ver a foto no ecrã do Pc, parecia que não me estava a ver a mim, não me reconhecia, mas como já ia fazer a cirurgia no dia seguinte, não me afectou.

A operação de 7 horas, chamada de TRAM, correu bem, tive algumas dores ao acordar, mas que foram passando, tive internada 6 dias, estava desejosa de vir para casa, esta operação foi em Évora porque Beja não tem este serviço e sentia-me longe de casa.

Não dou de conselho às mulheres a fazerem a reconstrução, umas dizem que não querem sofrer mais, eu respeito, o que digo é que me sinto melhor assim, que valeu a pena a operação.

Casei ainda nesse ano em Outubro, não tinha o sonho de casar, mas depois de muito conversarmos achamos que tínhamos que ter uma data para festejar, para lembrar, para juntar a família e amigos, ter o nosso dia.

Fiz mais uma reconstrução em Abril de 2009, é o mal destas reconstruções, não é uma e já esta, são várias.

Esta é a minha história no cancro da mama, muito havia ainda para dizer, mas o que tento dizer e transmitir sempre, é que não podemos baixar os braços, o cancro também morre e que no processo e no caminho da nossa “cura”, podemos ser também felizes e proporcionar a nós mesmos momentos bons na nossa vida.

Um dia de tristeza é um dia que estamos a desperdiçar, e queremos tanto aumentar dias felizes à nossa vida.

Tenho conhecido gente fantástica, decepcionei-me com algumas pessoas, mas ganhei a amizade de outras, nem sempre as pessoas que achamos que podem ficar a nosso lado, ficam. Mas umas compensam as outras.

No decorrer deste tempo, perdi amigas, amigas e "colegas", é um sentimento de perda muito forte, que infelizmente temos que passar. Amigas que me ensinaram muito e me deram a conhecer tanta gente boa, às amigas do peito e Coração, o meu obrigada, tudo foi mais fácil e claro a partir do momento em que as conheci e começaram a fazer parte da minha vida.

O meu amor, os meus pais, irmãs, cunhados, sogros, sobrinhas, restante família e alguns bons amigos, foram e são muito importantes na minha vida e sei que posso sempre contar com eles.

E como sempre digo, nunca vou conseguir agradecer o que fizeram por mim. Obrigada mais uma vez.

Hoje sinto-me bem, e o que conta é o dia de hoje, sem pressa do amanhã. Continuo e continuarei com as rotinas dos exames das consultas e só peço a Deus que me ajude e que vá sempre tudo estando bem.

Agora, é viver a vida na plenitude, pensar mais no hoje, não adiar projectos, não me chatear com futilidades, dar importância ao que realmente é importante.

 

Porque, como se diz em Rosa Esperança, o melhor, o melhor ainda está para vir...

Postado por Isa às 15:59
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79 comentários:
De Filipa Ferreira a 16 de Julho de 2011 às 09:32
Olá minha querida :')
Tenho apenas 18 anos e ontem fui a uma consulta na médica de família, queixar-me de uma dor que tenho já à alguma tempo na mama direita... Após ela me ter feito a palpação mamaria, disse-me que tinha um empastamento mamário e mandou-me fazer uma ecografia mamária só que disse para fazer depois da menstruação e só para a semana é que a posso fazer, só que ando sempre a pensar nisto, com muito medo e assustada... acham que é alguma coisa de grave ? Sejam sinceras comigo e ajudem-me por favor, tenho muito medo :(
Beijinhos
De Isa a 7 de Outubro de 2011 às 12:04
a filipa ja entrou em contacto comigo e esta tudo be com ela, foi só um susto.
De Ana Augusto a 6 de Outubro de 2011 às 23:23
Obrigada Isa pelo seu testemunho, é uma mensagem de esperança. Á cerca de 1 mês foi-me diagnosticado carcinoma do colo do útero e ainda me custa a acreditar que a minha realidade mudou. Estava finalmente grávida do meu 1º filho e tudo acabou. Sinto-me com força para enfrentar os tratamentos pois só quero ficar bem, viver e fazer muito mais da minha vida. Todo o apoio da minha família e amigos é essencial...tento sempre pensar positivo e espero Deus e N.Senhora de Fátima me ajudem a ter sempre força e lutar pois ainda não desisti de ser mãe... de criar e dar amor a uma criança. Por mim e por todos os que me amam...lutar sempre. Beijinho
De Isa a 7 de Outubro de 2011 às 12:03
olá Ana, eu tb vi desfeita essa grande vontade que tinha em ser mãe, em 2006, mas Graças a Deus, tudo correu bem e em 2010, nasceu o meu Miguel.
Força e coragem e é como diz, lutar sempre.
um beijinho e apareça a dar noticias sempre que queira, por aqui. um beijinho
De Ana a 10 de Outubro de 2012 às 16:21
É bom ler relatos felizes quando se está no inicio.
Parabéns Isabel pela vitória e pelo blog gostei muito e fez-me bem.
Ana
De Isa a 10 de Outubro de 2012 às 16:50

Olá Ana, que lhe corra tudo bem. Um beijinho e Força.
De Ana a 10 de Outubro de 2012 às 17:03
Muito obrigada. beijinho
 
De Isa a 10 de Outubro de 2012 às 17:12
Gosto de conhecer as historias das pessoas que se "Cruzam" comigo, se quiser entre em contato comigo para isabelguerreiro@net.sapo.pt. beijinhos e felicidades.
De Isa a 10 de Outubro de 2012 às 17:20

Ana, este não é o meu testemunho mais recente, porque ha quase 2 anos fui mãe do Miguel, e em 2009, data deste testemunho, ainda nem estava gravida.
Não sei a sua idade, mas quando se deparamos com o cancro da mama, achamos logo que ser mãe, esta fora de hipotese, n é que seja certo, pq cada caso é um caso. Mas é uma esperança, e a minha esteve sempre presente e consegui.
De Ana a 10 de Outubro de 2012 às 21:03
Sim sim Isabel eu percebi, eu andei a "bisbilhotar" o blog, percebi que era um caso de sucesso e tentei perceber como tinha sido o inicio, de certa forma acho que procurava uma comparação ... Eu tenho 40 anos e já tenho 2 rapazes.
De Marisa Pinho a 19 de Novembro de 2013 às 10:15
olá Isabel!

Vim há procura de um blog para me confortar, e encontrei o teu, a minha história está no inicio, mas a ansiedade consome-me todos os dias.

Em setembro desde ano, 2013, fui fazer uma eco-mamaria, por minha insistencia com a medica de familia, uma vez que desde 2012, andava a sentir um grande desconforto no peito direito, e estava a deitar algum pus, ao qual a medica dizia ser apenas uma pequena borbulha, ensisti com ela dessa situação, mas já estava ao ponto de desistir, até que na ultima consulta de rotina o meu namorado insistiu com a doutora, e sendo assim...mandou-me fazer uma exame. nas palavras dela, "apenas para eu tirar as teimas".

Assim fiz, a doutora que me fez o exame, foi super simpatica, aliás até estranhei tanta diversão num só exame, rimos, contamos piadas, mas alertei-a onde-me me sentia mais desconfortável, e reparei que ficou mais tempo nessa zona. Disse-me que o exame tinha terminado, eu já ia a sair da porta, e voltei a atrás e perguntei: doutora, não me disse o que achou do exame?. depois de uma conversa tao alegre, desda vez não olhou para mim, e de costa disse: tens um pequenino nodulo de 50 cm no peito direito, mas não te preocupes ainda não consegues sentir com a apalpação, tens de ser vigiada, e quero-te daqui a 6 meses.

Foi um misto de emoções, fiquei em choque, alivada de finalmente achar de não estava a ficar maluca pk o meu corpo dizia-me que tinha algo, triste, sei lá.

contei ao meu namorado que estava a minha espera no carro, e há minha irmã mais nova e á minha mãe, que desvalorizaram a situação. a minha irmã mais nova ainda nem me perguntou mais nada. não quis contar a mais ninguém, não gostei da forma como reagiram: diziam que não era nada, que deve ser apenas um coagulo de sangue.
eu acheu aquilo ridiculo, e só entei em  discusões, mas será que ninguem quer ver o obvio.
só finalmente quando fui buscar o exame, é que pode-lhes mostrar a definição: cancro benigno de 1 centimentro, sujeito a analise.

desda vez só mostrei ao meu namorado e há minha mãe, que logo me disse para não contar especialmente ao meu pai e eu percebi: a minha tia paterna faleceu há 6 anos, com cancro de mama; mas a minha tia materna venceu um ano passado.

complicado, decide esperar pela consulta com a médica de familia. e finalmente deu-me a devida atenção. antes de abrir o relatório deu-me o sermão de que as coisas eram naturais, que o peito está sempre em constante alterações, mas quando abriu e viu... a conversa e principalmente a expressao da voz não foi o mesmo. disse-me logo, vamos ter de ver isto e mesmo que nao cresca vamos fazer uma biopsia para retirar e mandar analisar. eu disse-lhe mas doutora que me fez o exame disse que o nodulo nao tinha nem meio centimento, e que devia de fazer outra analise daqui a 6 meses. entristecida disse-m: não vamos esperar tanto tempo, aqui diz 1 centimento já é grande o suficiente para...(calou-se), vais fazer uma exame no maximo daqui a 4 meses, e mesmo que nao creça ou fuque igual vamos fazer uma biopsia e mandar retirar.

Ainda hoje penso, nos meus momentos de ansiedade, ela não deu hipotese de desaparecer sozinho ou diminuir. estes dias têm sido uma loucura.

no mesmo dia que fui á medica de familia, fiz 8 anos de namoro, e o meu namorado pediu-me em casamento, claro que lhe disse sim.

Mas como é que depois de anunciares ás pessoas que nos vamos casar, contas que podes estar, ou estás com cancro da mama?
como consegues organizar um casamento, sei pensar que vais possivelmente ter que adiar td, dar um desgosto a quem mais amas?

Ainda não consegui contar a mais ninguém, só ao meu noivo, mãe, e melhor amiga que para me dificultar a vida também se vai casar. Ou seja tornou-se um tema tabu entre os meus, sinto-me sozinha a ser engolida pela minha ansiedade medo, e só me resta andar pr a frente.

marquei novo exame dia 29 de novembro, mais uma vez tenho de esperar.

beijinhos, esta foi a primiera vez que escrevi sobre o assunto já que nao posso falar.
De Isa a 19 de Novembro de 2013 às 14:34

olá Marisa, para já, não precisa de ficar tão angustiada, tem um quisto benigno pelo que percebi.
No entanto procure uma segunda opinião, é sempre bom, para não se precipitar.
E mesmo com cancro(Deus queira que não) não tem que adiar a vida, a vida acontece na mesma, so tem é que fazer tratamentos e logo logo tudo passa. um beijinho grande e se quiser enviei mail para isabelguerreiro@net.sapo.pt. um beijinho
De Desconhecido a 27 de Maio de 2015 às 14:12
Olá
Encontrei por acaso o seu blog.
Tive uma experiência muito semelhante :) e por duas vezes consegui vencer.
A Fé e a força dos que amamos move montanhas... E Deus presente em tudo o que vivemos.
Um abraço
De Sandra Silva a 10 de Dezembro de 2015 às 22:00
Prima, fiquei emocionada com o teu testemunho.
Sempre foste uma vencedora, e eu acreditei que irias superar esta fase tão difícil da vida.
A esperança, a amizade verdadeira e a presença de pessoas que nos fazem sentir importantes são determinantes para a cura. Acreditar para vencer!
"Enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer. " (Santo Agostinho)

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