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Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

Cancro: tratamento



Desde que o cancro foi identificado, os investigadores têm procurado tratamentos eficazes para esta doença.

Nas últimas décadas, têm-se feito progressos encorajadores no tratamento do cancro, tendo-se reconhecido que esta não é uma única doença, mas sim um grupo de doenças, cada uma delas requerendo diferentes tipos de cuidados.

Os avanços científicos e tecnológicos dos últimos anos têm proporcionado novos conhecimentos sobre o cancro, o que se traduz numa significativa melhoria no tratamento da doença.

O tratamento de cada caso deve ser adaptado à realidade de cada doente, individualmente. Muitas vezes envolve uma conjunção de cirurgia, radiação e quimioterapia. O plano de tratamento é decidido e realizado por uma equipa de especialistas (multidisciplinar) trabalhando em colaboração uns com os outros.

Geralmente os tratamentos do cancro seguem protocolos. Estes são um conjunto de normas e planos de tratamento que se estabelecem, baseando-se na experiência científica, para o tratamento de uma doença.

Estes protocolos que, de forma geral, se aplicam em todos os hospitais, incluem indicações e limites de tratamento em função de uma série de factores relacionados com o tumor (tipo, localização e tamanho, afectação de outros órgãos ou de gânglios) e com o paciente (idade, estado de saúde, outras doenças, desejo do próprio paciente).

Principais formas de tratamento do cancro
  • Cirurgia

    A cirurgia procura remover do corpo as células cancerosas, por exérse do tumor e de quaisquer tecidos envolventes que possam conter células cancerosas. Este método é muito eficaz quando o cancro é pequeno e ainda não se propagou, quando se situa numa parte do corpo de onde pode ser facilmente removido, e quando o cirurgião pode remover todas as células malignas antes de existirem metástases.

    Até há pouco tempo, a cirurgia era o principal método de tratamento dos cancros, e continua a ser o método mais comum.

    As possibilidades de sobrevivência do doente têm aumentado devido a técnicas e processos altamente desenvolvidos e a melhores cuidados médicos. Além disso, melhores técnicas de reabilitação e cirurgia plástica ajudam os doentes que sofreram cirurgias por cancro a fazer uma vida relativamente normal.

  • Radioterapia

    A radioterapia é a segunda forma mais comum de tratamento, embora para alguns tipos de cancro não seja um método de tratamento adequado. Cerca de metade de todos os doentes de cancro recebem uma forma de radioterapia, seja isoladamente ou em combinação com outras formas de terapia.

    No passado ela era usada principalmente para matar quaisquer células cancerosas que pudessem ter ficado após a remoção de um tumor. Contudo, nos últimos anos, os aperfeiçoamentos das técnicas e processos de radioterapia e do equipamento resultaram numa utilização mais eficaz deste método como tratamento principal para alguns cancros.

    Alguns cancros são particularmente sensíveis ao rádio, sendo totalmente curados desta forma.

    Anteriormente, quando se usavam máquinas de Raios-X de baixa voltagem, a quantidade de radiação que podia ser utilizada para atacar as células malignas era limitada pelo “mal de radiação" que se verificava.

    Isto porque as células saudáveis eram danificadas ao mesmo tempo que o tumor que rodeavam. Máquinas aperfeiçoadas permitem agora que uma dose maior de radiação se concentre no tumor, causando menores danos às células sãs.

    Em alguns casos pode ser utilizada antes da cirurgia, para reduzir o tamanho do tumor, tornando-a menos complicada. Noutros casos, pode prolongar a vida, ao controlar temporariamente o crescimento de um tumor.

    Neste contexto, a radioterapia é particularmente útil quando o cancro está confinado a uma região do corpo, mas demasiado avançado para ser totalmente tratado através de cirurgia.
    A radiação pode também ser usada para aliviar a dor, fazendo diminuir o tamanho do tumor que está a exercer pressão sobre um nervo, por exemplo.

    A terapia por radiação pode ser administrada internamente, por implantação de fontes radioactivas no corpo. Ali, elas podem bombardear as células malignas infligindo menos estragos nos tecidos normais.

  • Quimioterapia

    A quimioterapia trata o cancro através do uso de produtos químicos (fármacos) destinados a interferir no crescimento e divisão das células malignas.
    Uma vez administrados, esses produtos químicos circulam por todo o corpo. Uma das grandes vantagens da quimioterapia é que ela consegue tratar cancros sistémicos (não localizados).

    Os fármacos empregues neste tipo de tratamentos denominam-se de fármacos antineoplásicos. Este tratamento é administrado em forma de ciclos.
    Um ciclo consiste na administração dos fármacos durante um ou vários dias, seguido de um tempo de descanso, que pode oscilar de 1 a 4 semanas.

    Os compostos anti-cancerosos actuam de várias maneiras diferentes. Alguns interferem com a capacidade que a célula cancerosa tem de se reproduzir. Outros interferem com processos químicos essenciais, dentro das células.

    Os compostos químicos que atacam com sucesso a divisão contínua das células malignas, no entanto, atacam também as células sãs e podem originar efeitos secundários indesejáveis.

    Tal facto impõe limites – que variam de doente para doente – quanto à dosagem e duração da quimioterapia.

    A administração de um só fármaco não é eficaz pelo que pode haver a necessidade de recurso a quimioterapia combinada – administrando uma ou mais drogas simultaneamente ou em rápida sucessão –intensificando o ataque às células cancerosas durante várias fases da sua actividade.

  • Outros tratamentos

    Existem outras terapias que, ainda que com menor frequência, se empregam no tratamento do cancro. Geralmente estão indicadas em tumores ou circunstâncias da doença muito concretas.

    Algumas destas terapias são as seguintes:

    • Hormonoterapia: aplica-se nos tumores que crescem por estímulo de alguma hormona. Estes cancros são denominados hormono-dependentes e os mais representativos são o da mama e da próstata.
      Esta modalidade consiste na administração de determinados mdeicamentos anti-hormonais para deter ou diminuir o crescimento do tumor;

    • Imunoterapia: É um tratamento que consiste em utilizar o sistema de defesa (sistema imunitário) para destruir as células tumorais;

    • Radioterapia intraoperatória: Consiste na administração da radiação durante a cirurgia, directamente na zona do tumor. Emprega-se no tratamento de tumores abdominais.
      Com esta técnica reduz-se a dose de radiação nos tecidos normais;

    • Radioterapia esterotáxica: Consiste na administração de forma muito precisa, de altas doses de radiação em zonas muito pequenas;

    • Cirurgia a laser: Consiste na emissão de um raio de luz muito potente e focalizado, que permite a destruição do tumor.
      Aplica-se no tratamento de lesões pré-malignas ou como tratamento paliativo em alguns tumores.

in saude.sapo.pt

Postado por Isa às 02:03
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4 comentários:
De Desconhecido a 22 de Junho de 2007 às 10:26
. .......
a amizade surge quando aprendemos a admirar as qualidades de algumas pessoas que com a sua simples presença nos conseguem fazer felizes.........

Quando Deus fez o mundo espalhou por ele pessoas maravilhosas e nos deu a missão de encontrá-las....

Parabéns por seres quem és e por fazeres anos!
Salvé 22 de Junho de 2007

bjs laura
De Isa a 22 de Junho de 2007 às 15:50
obrigada Laura.
beijinhos
De Anixinha a 22 de Junho de 2007 às 11:45
Comemora a maravilha de seres tu !

Dá uma festa...
é o teu aniversário...
Tira os teus sonhos de
dentro do armário...
Repara como o tempo faz magia...
Pensa nos velhos tempos...
e vira uma página da vida...

Hoje é o teu dia, vive o com alegria...
Brinca à vontade,
o que vale é a felicidade...

E comemora a maravilha
de seres alguém especial...
tu és , uma pessoa única ,
maravilhosa ,e sem igual !

Desejo te um Felicíssimo Aniversário !

Beijinhossssssss e porta te Maliiiiiiii.....eehehhhe
Anixinha
De Isa a 22 de Junho de 2007 às 15:52
Obrigada, Anixinha.
beijos

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