"Sair de um blog sem comentar é como visitar alguém e ir embora sem se despedir..."
Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Rosa Esperança

Bem, estas meninas estão a fazer um Trabalho lindo, estas meninas e toda a equipa, isto é sucesso garantido e sucesso neste caso, é dar exemplo, é passar a palavra, é falar do cancro da mama sem tabus, é aconselhar, é partilhar experiencias....

Minhas lindas, à estreia já sei que não vou, sei que já não há bilhetes, mas tenho que vos ver actuar dê lá por onde der...

Por o que fizeram até aqui, eu já vos agradeço....e como vocês dizem...o melhor ainda está para vir...

Hoje não mando beijinhos, mando um abraço caloroso....que era o que me apetecia fazer agora a todas...

 

 

 

 

______

4, 5, 11, 12, 18 e 19 de Abril
Cine Teatro-Casa da Cultura de Rio Maior
2 de Maio- Cine-Teatro de Alcobaça
 

 

Postado por Isa às 10:18
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Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Problemas comuns dos seios: Tire essa preocupação do peito

À menor anomalia nos seios qualquer mulher receia o pior. Mas antes dos 50 anos a maior parte dos problemas são benignos.
 

Como todo o aparelho genital, os seios estão na dependência dos ovários que segregam as hormonas femininas. É precisamente por isso que as dores e os caroços no seio se devem na maior parte dos casos a um desequilíbrio entre as principais hormonas sexuais, o estradiol, a progesterona e a prolactina.

O estradiol faz crescer a glândula mamária e participa no desenvolvimento dos canais que produzem o leite. Quando está desequilibrado, pode ficar-se com os seios inchados em fim de ciclo.

A progesterona actua em colaboração com a anterior, opondo-se ou atenuando a sua acção sobre a multiplicação das células. Protege, assim, de algumas doenças dos seios.

A prolactina, hormona da lactação, é segregada em permanência, mas a sua produção aumenta durante a gravidez e o aleitamento. Se o seu nível é muito grande, pode ser responsável por um inchaço.

Desta maneira, quando alguma destas hormonas entra em desequilíbrio, sobretudo o estradiol e a progesterona, os seios acusam a situação. Ao princípio provocam dores, depois podem apresentar certas patologias. Nada de inquietante: antes dos cinquenta anos são raramente sinónimos de cancro e qualquer ginecologista será capaz de reequilibrar o clima hormonal.


Quando ir ao médico?

A consulta médica deverá ser procurada sempre que a dor dure mais de 5 dias por mês, seja recente ou apareça quando se toma a pílula ou se está a fazer um tratamento hormonal de substituição. Quando se sente um caroço deverá igualmente recorrer-se a um especialista, assim como em caso de corrimento, sobretudo se for sanguíneo.

Existem ainda outras situações em que a prudência obriga a uma avaliação da situação por parte de um clínico. É o caso do aparecimento de uma região endurecida, principalmente na parte superior do seio. Em caso de abcesso, principalmente se for quente, encarniçado e provoque dores. Nesta última situação, a consulta deve ser de urgência porque os tratamentos são activos se o abcesso for atacado a tempo. Nos outros casos, pode-se esperar entre 15 dias a um mês para actuar.
 

DORES INDICAM DESEQUILÍBRIO HORMONAL

As dores constituem o motivo mais frequente da consulta ao médico, principalmente entre os 15 e os 20 anos, a partir dos 40 e quando se toma a pílula. Na maior parte das vezes, a dor é tolerável, mas certas mulheres sofrem tanto que não conseguem dormir sobre o ventre, nem suportar o soutien ou uma carícia.

Esta situação ocorre principalmente ao fim do dia quando as dores são mais intensas, e na aproximação das regras cuja chegada é olhada como um alívio. Por vezes os seios aumentam muito de volume. As dores são, sem dúvida, sinal de um desequilíbrio hormonal.

O diagnóstico

O diagnóstico passa por um interrogatório sobre o momento da aparição das dores, o facto de se referirem a um ou aos dois seios, a maneira como são aliviadas ou não pelas regras. Ao mesmo tempo, o ginecologista fará um exame minucioso em busca de um caroço, do aumento da rede venosa, da emissão de um calor particular ou da presença de uma mastose (região endurecida).
Convém, no entanto, esclarecer que a dor nunca é sinal de cancro. Uma mamografia só se mostrará necessária para mulheres com mais de 40 anos.

O tratamento

Depende da importância das dores e da idade. Dor moderada numa mulher com menos de 35 anos pode, em geral, ser acalmada com uma aplicação de progesterona sobre os seios. Esta molécula contrabalança a acção dos estrogénios responsáveis pelo edema. Deve ser aplicado durante todos os dias do ciclo, até mesmo durante as regras.

Se isto não se mostrar suficiente, pode-se associar um progestativo de síntese, a tomar durante 10 dias por mês para compensar a falta de progesterona. Se as dores se mantiverem, resta tomar um comprimido com uma forte dose de progestativo para bloquear a produção do estradiol responsável por estas dores.

As dores desaparecem dentro de alguns dias, com uma única excepção: as que são provocadas por uma doença das costas ou um excesso de peso, que o ginecologista não terá noticiado porque não são aliviadas com as regras. Nestes caso, as dores só desaparecerão com tratamentos às costas e a perda de peso.
 

 

UM LÍQUIDO QUE ESCORRE

Pode verificar-se um corrimento por um poro do mamilo ou por vários poros dos dois mamilos.Os escorrimentos por vários poros são mais frequentes, sobretudo entre as mulheres que já tiveram filhos, tenham sido ou não elas a aleitá-los.

Mas estes corrimentos podem também ser sinal de um desregulamento da hipófise que segrega prolactina em excesso. Também certos medicamentos, como os antidepressivos, os soníferos, e outros usados contra as náuseas, provocam, por vezes, esses corrimentos.

Na outra situação, os corrimentos através de um único poro ocorrem por vezes nas adolescentes, mas mais frequentemente nas mulheres de trinta anos. Por vezes, é um caso sério: o corrimento pode ser sinal de um tumor maligno localizado no interior de um canal galactóforo.

Diagnóstico

A elaboração do diagnóstico para as situações de corrimento através de vários poros dos dois mamilos passa por um interrogatório para investigar, por exemplo, a tomada de qualquer medicamento. Depois, se o corrimento se assemelha a leite, o ginecologista prescreverá um doseamento de prolactina associado a scanner com o objectivo de explorar a hipófise. Não há que se inquietar com esta multiplicação de meios: é a única maneira de explorar esta pequena glândula.

No caso de o corrimento se verificar através de um único poro de um só mamilo, o diagnóstico exige uma recolha do líquido e a sua análise em laboratório de anatomopatologia. Paralelamente, é necessário fazer dois outros exames: uma mamografia e uma galactografia. A galactografia é uma radiografia do canal galactóforo para procurar um eventual tumor.

É importante lembrar que, em 5 por cento dos casos, se detecta um tumor maligno. Mas, na maioria das situações, o corrimento é provocado pela dilatação do canal.

O tratamento

O tratamento dos corrimentos através de vários poros depende, naturalmente, da causa. Se o responsável for um medicamento, há que substituí-lo por outro de uma classe terapêutica diferente. Se se trata de um excesso de prolactina, certos médicos aconselham a bromocriptina para bloquear a secreção de prolactina. Se os corrimentos ocorrem num só seio, pode pensar-se numa intervenção cirúrgica para corrigir uma eventual dilatação dos canais galactóforos.

Quando o corrimento ocorre através de um só poro, o tratamento pode variar, mas faz-se sobretudo com recurso a processos cirúrgicos. Se um tumor for encontrado, é preciso retirá-lo, mesmo que seja benigno. E se o canal galactóforo estiver dilatado, é necessário praticar a ablação de todo o tecido circundante. É, de resto, um gesto sem consequências.
 

 

SINTO UMA BOLA

Há-as de duas espécies: os fibro-adenomas que se manifestam antes dos 25 anos e os quistos que aparecem, na maior parte dos casos, após os trinta anos.

Os fibro-adenomas são massas formadas por uma mistura dos tecidos que comportam os seios. Quando apalpados, deslizam sob a mão e, por vezes, aumentam de volume antes das regras, diminuindo logo em seguida. Na maior parte dos casos, existem vários ao mesmo tempo. As suas dimensões variam.

Mesmo quando pequenos, são fáceis de descobrir apalpando os seios e é melhor uma consulta médica, pois, por vezes, são um pouco sensíveis. De qualquer maneira, nunca evoluem para o cancro.

Diagnóstico

Depende da idade. Antes dos 30 anos, associa um interrogatório, exame clínico e, eventualmente, uma ecografia. Em casos mais inquietantes pode ser necessária uma punção do conteúdo.
Após os 30 anos, o médico aconselhará, além destes exames, uma mamografia.

Tratamento

Varia segundo as equipas médicas.
Seja como for, pode começar-se pelos medicamentos: progestivos de síntese fortemente doseados a tomar 17 a 20 dias por mês. Actuam interrompendo a acção do estradiol sobre a glândula mamária e são igualmente contraceptivos. Na maioria dos casos, a bola diminui de tamanho, mais ou menos de acordo com os tecidos de que é composta.

Se se actua cedo, a diminuição pode ser considerável. E se não se pretende tomar medicamentos, resta a solução da cirurgia, praticada na maior parte dos casos com anestesia geral. De acordo com a localização, consiste em retirar a bola, passando pela borda da auréola ou pela face externa do seio. Existe, no entanto um inconveniente: como a causa não foi tratada, o fibro-adenoma pode reaparecer, o que exige o regresso ao tratamento hormonal.
 

TEREI UM QUISTO?

Os quistos formam uma bola um pouco tensa que se pode apertar com o toque uma vez que se tratam de cavidades cheias de líquido. São a consequência de uma dilatação de um segmento do canal galactoforo comprimido pelos tecidos vizinhos ou por uma fibrose provocada por um desequilíbrio hormonal que surge todos os meses. É uma situação muito dolorosa.

Um quisto pode ser único. Mas, na maior parte dos casos, surge um grande associado a outros mais pequenos. Pode também ser isolado ou associado a uma mastose (endurecimento) dolorosa antes das regras. Os quistos são muito frequentes na pré-menopausa, um período de desequilíbrio hormonal. Convém não esquecer que a presença de um quisto pode aumentar o risco de cancro do seio.

Diagnóstico

É feito pela palpação. O ginecologista prescreve também uma mamografia, até mesmo uma ecografia destinada a contar o número de quistos e a identificá-los capazmente. Ao mesmo tempo, na maior parte dos casos, o médico faz uma punção nos quistos de maiores proporções para aliviar a paciente e poder enviar o líquido para o laboratório de anatomopatologia. É importante saber que se o líquido se apresenta acastanhado, não é um sinal de gravidade.

Tratamento

A punção do quisto não é suficiente. É necessário tratar a doença de fundo com o auxílio de progestativos que têm uma função de contraceptivo e que devem ser tomados 18 a 20 dias por mês para fazer descansar o aparelho genital. Este tratamento é geralmente suficiente para fazer desaparecer os sintomas.

Se entretanto se quiser ter um filho, pode-se interromper o tratamento, mas não por muito tempo. Existem várias famílias de progestativos. Os chamados noresteróides dão bons resultados em 85 por cento dos casos, mas por vezes com custos de efeitos indesejáveis: aumento de peso, acne. São contra-indicados em caso de diabetes e de hipertensão. Resta então a solução de produtos menos doseados cuja acção é mais lenta.

Por último, se um quisto é refractário ao tratamento médico e volta a surgir na mesma zona é necessário extraí-lo porque pode favorecer a aparição de um cancro.

E SE FOR UM ABCESSO

Tudo começa por umas manchas encarnadas, tensões e dores significativas, sinais de inflamação ou de linfangite. Na maior parte dos casos, o abcesso situa-se em volta da auréola, junto do mamilo. São frequentes após o parto, quando se está a aleitar, pois os canais galactóforos estão abertos e certos germes da pele podem ali penetrar.
As fumadoras contraem abcessos mais facilmente sem que saiba porquê.

Diagnóstico

Na maior parte dos casos é evidente, mas passados os 40 anos pode significar um tumor maligno. Em caso de dúvida, uma ecografia e uma mamografia tornam-se necessárias.

Tratamento

Depende do estágio em que o doente se dirige ao médico. Um abcesso atacado a tempo trata-se, na maior parte dos casos, com antibióticos e anti-inflamatórios tomados durante uns quinze dias.

Isto evita a constituição do abcesso e leva, quase sempre, à cura definitiva. Ao fim de quatro dias já não se sentem dores. Se os medicamentos são ineficazes ou se o abcesso já está formado, torna-se necessário fazer uma incisão para lhe extrair o conteúdo.
Também neste caso a cura é quase sempre definitiva.

Contudo, doenças inflamatórias e abcessos cuja causa se ignora podem voltar a surgir após terem sido retirados cirurgicamente. Alguns são operados 4 a 5 vezes e, em caso de recidiva, a ablação do seio pode tornar-se necessária.

Para evitar esta situação está em avaliação um tratamento que associa a cortisona e certos antibióticas em doses altas. Mas este tipo de tratamento encontra-se ainda numa fase de desenvolvimento.
 

EXAMES CLÁSSICOS

Existem quatro métodos diferentes para examinar os seios. Alguns podem ser usados complementarmente, cabendo ao médico especialista a decisão sobre a necessidade da sua realização.

- A MAMOGRAFIA permite ver a estrutura dos seios. É sobretudo fiável a partir dos 50 anos, porque anteriormente os seios são tão densos que se tornam difíceis de decifrar. Esclarece sobre as causas da dor e permite verificar se uma calcificação ou um caroço são benignos ou malignos.

- A ECOGRAFIA permite verificar se um caroço é sólido ou líquido. Mostrando os quistos com precisão, é insubstituível nas mulheres jovens, até mesmo no caso de um caroço escondido por uma placa de mastose.

- A PUNÇÃO permite precisar o conteúdo de um caroço. Pode ser feita no gabinete médico ou durante a ecografia. No gabinete médico, se o conteúdo é líquido será aspirado e enviado depois para um anatomopatologista. Se é sólido, extraem-se algumas células para análise. Em qualquer dos casos, a intervenção não é mais dolorosa do que uma injecção intramuscular. A punção eco-orientada determina com precisão a natureza do caroço assinalado pela ecografia.

- A GALACTOGRAFIA é prescrita quando o líquido corre através de um único poro. Injecta-se um produto de contraste para opacificar o canal galactóforo e verificar a eventual presença de um tumor benigno ou maligno. O exame pode ser um pouco desagradável, mas a dor é fugaz.

PÍLULA E DORES: CUIDADO!

Quando se toma a pílula não é normal ter dores nos seios durante mais de três ou quatro dias antes das regras.
Quando se verifica uma situação diferente torna-se necessário recorrer a um especialista. Se a pílula escolhida não é a mais conveniente, pode, com o passar do tempo, produzir-se um desequilíbrio hormonal que pode favorecer um doença dos seios benigna, ou até mesmo maligna. Para evitar este risco, é necessário mudar de pílula ou associar um tratamento à base de progesterona destinado a contrabalançar o efeito dos estrogénios, o que conduzirá à desaparição da dor.

 

 

A responsabilidade editorial e científica desta informação é da

 

 

Farmácia Saúde

 

 

____________________

No meu caso, depois de duas coteveladas na mama no espaço de 8 dias, comecei a ter um corrimento do mamilo, quase despercebido...mas que foi o sinal de alerta....

Postado por Isa às 14:53
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Terça-feira, 17 de Março de 2009

É dificil

Porque será que há pessoas, que levam tantos anos a perceber que eu não posso fazer esforços...

Será ignorancia, ou egoismo...

eu não sei desenhar muito bem, mas se for preciso...
Postado por Isa às 10:06
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Segunda-feira, 16 de Março de 2009

Cancro da Mama: Como prevenir e diagnosticar

A importância do cancro da mama deve-se à sua frequência e à sua mortalidade, constituindo um problema de saúde pública. Nos países europeus, calcula-se que, uma mulher em cada onze virá a contrair o cancro da mama. Apesar dos progressos no diagnóstico precoce e no tratamento, a sobrevida após dez anos, é de 50 por cento.

 

 

A incidência é variável de país para país e aumenta quatro por cento ao ano nos países industrializados, atingindo sobretudo as mulheres após a menopausa. A taxa de mortalidade tem-se mantido estável, o que significa uma melhoria na sobrevida que poderá ser devida a vários factores: detecção mais precoce e eficácia dos tratamentos.

 

A incidência aumenta com a idade, revelando dois picos na distribuição etária. Um em cada quatro casos de cancro da mama ocorre no primeiro pico do grupo etário dos 45 aos 48 anos. Três quartos dos casos ocorrem no segundo pico dos 65 aos 75 anos. Na península ibérica, o pico máximo dos cancros da mama é aos 69/70 anos.

 

Estudos epidemológicos têm contribuído para um maior conhecimento desta doença.

 

Prevenção do cancro da mama


 

Impossível de evitar, toda a nossa acção está centralizada na sua prevenção, no diagnóstico cada vez mais precoce e em novas formas de tratamentos.


 

Para prevenir o cancro da mama, há que conhecer os seus factores de risco. Estes factores devem ser conhecidos das utentes

 

Nem todos estes factores de risco são possíveis de alterar mas muitos deles são possíveis de evitar, contribuindo para a prevenção desta doença.


 

Conhecidos os factores de risco, compete aos médicos (clínicos gerais e ginecologistas) realizar anualmente a observação clínica com anamenese, inspecção e palpação mamária.

 

Devem decidir da necessidade dos exames complementares de diagnóstico cuja escolha deverá ser feita em função da idade e da realidade das anomalias clínicas observadas.


 

Estes exames complementares constituem a "chave" do diagnóstico em senologia e a mamografia tem aqui um papel decisivo.


 

Toda a patologia mamária assenta num exame mamográfico. Daqui a necessidade que este seja de elevada qualidade e que seja correctamente realizado.


 

Há várias mamografias mas, a mamografia digital directa em campo inteiro como aquela que possuímos, é sem dúvida uma ajuda preciosa na observação de pequenos detalhes, nomeadamente nos seios densos, que nos vão permitir fazer um diagnóstico correcto.


 

O diagnóstico das lesões da mama deve ser sempre um "diagnóstico combinado".

 

Métodos e técnicas de diagnóstico


 

É por isso que se deve fazer sempre o exame clínico, onde a pesquisa dos factores de risco, a inspecção e palpação das glândulas, antecedem o estudo ecográfico que realizamos sistematicamente. Utilizamos o ecógrafo de gama alta, sonda 3D e 4D de alta frequência, e possibilidade de introduzir o Doppler (estudo vascular), fazendo sempre um varrimento completo de ambos os seios, método que nos permite uma leitura dos nódulos, sólidos ou líquidos, estudo da região retro-mamilar e retro-mamária, além naturalmente de toda a estrutura. Esta metodologia tem-nos ajudado a interpretar melhor as alterações observadas em mamografia. Se permanecem dúvidas, ou se se pretende confirmação de lesões mamárias observadas, nomeadamente neoplásicas malignas, dispomos de outras técnicas: a RMM ou a intervenção mamária (microbiópsia) para estudo histológico.


 

Assim, cabe ao radiologista decidir quando deverão ser utilizadas outras técnicas.


 

Consideramos hoje, nos casos de cancro da mama, o estudo de ambos os seios por RMM, técnica que permite uma confirmação da suspeita mamográfica/ecográfica e avaliar da sua extensão, localização, da sua focalidade se única plurifocal ou multicêntrica, assim como do envolvimento dos gânglios axilares, permitindo uma avaliação loco-regional da lesão, factores que condicionam a atitude terapêutica e determina o seu prognóstico.


 

Este exame deverá, se possível, ocorrer antes da intervenção mamária, pois as complicações desta (hemorragias) podem mascarar e dificultar o estudo morfológico e cinético da lesão.


 

Após a realização da RMM e perante os resultados, poderá ser necessário para o cirurgião (técnica do gânglio sentinela) conhecer o tipo histológico da lesão.


 

Em mesa horizontal exclusiva para intervenção mamária em sala própria, procede-se por estereotaxia digital à microbiópsia da lesão que poderá ser realizada por várias técnicas diferentes, de acordo com o pretendido e em face das características da lesão.


 

Fazer hoje patologia mamária obriga a que os radiologistas conheçam as diferentes técnicas e disponham de um vasto equipamento particularmente dispendioso.


 

As frequências das observações devem estar dependentes da idade da utente, dos seus factores de risco, do seu padrão mamário, do conhecimento do exame anterior, se em menopausa, se está ou não a fazer T.H.S.

 

Fonte: Jornal do Centro de Saúde

 

Postado por Isa às 09:24
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Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Trifene 200

Hoje já tive que tomar 2 trifenes 200...

Isto de uma pessoa voltar a ter as dores do periodo quando era "jovem"...não está com nada..

Dores de barriga...falta de força nas pernas... Enfim...bendito comprimido...que já começou a fazer efeito...

Postado por Isa às 12:11
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Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Que alegria!

A GIGI venceu...

A net e nós todas, estamos em festa de coração cheio.

Amiga as maiores felicidades para ti.

Beijos

 

 

Postado por Isa às 15:13
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Quarta-feira, 11 de Março de 2009

VIGILÂNCIA E CIRUGIA DA MAMA

•  Que tipos de nódulos mamários existem?
Existem nódulos malignos e benignos. Existem nódulos sólidos e quísticos
•  Quando devem ser operados?
Todos os nódulos com aspecto suspeito devem ser retirados ou no mínimo biopsados
  Quais os tipos de cirurgia?
Na mama existem muitos tipos de cirurgia. A decisão corresponde ao cirurgião e ao doente e deve ser tomada conjuntamente.
 
Existe a cirurgia conservadora da mama, e a cirurgia radical.

Onde posso obter mais informação na net?
Existem muitos sitios onde se pode obter informação, recomendamos que em caso de dúvida recorra ao seu médico ou cirurgião geral.
Qual a cirurgia BENIGNA da mama mais frequente?
A cirurgia mais frequente é a exérese de fibroadenomas e quistos mamários e a cirurgia estética.
O que é um fibroadenoma mamário?
É um tumor benigno da mama que tem um potencial de malignizaçao muito baixo.
Quando deve ser retirado um fibroadenoma mamário?
Só se recomenda retira-lo a partir de um determinado tamanho ou em caso de sintomas. Está indicada também a exérese quando provoca problemas estéticos ou psicológicos (“medo” ao cancro).
Tenho um quisto mamário, devo retirá-lo?
Nem todos os quistos mamários precisam de cirurgia. Devem ser investigados se tem conteúdo sólido, se experimentam crescimento rápido e especialmente se são únicos. Os quistos muito volumosos também devem ser tratados.
Para que serve a mamografia?
Para fazer o rastreio (detecção) do cancro da mama. Devemos fazer uma mamografia antes dos 40 anos. Depois podemos fazer cada 1-2 anos, embora não existe consenso sobre qual é a cadencia ideal.
O que é uma PET?
Tomografia de emissão de positrões, que é um método imagiológico. Neste momento parece ser o método de seguimento do cancro da mama que tem melhor potência para detectar as recidivas locais (reaparição do cancro na mesma área)
O que é uma ressonância magnética?
A ressonância nuclear magnética é um método de imagem que não utiliza radiações e que permite fazer o seguimento de uma paciente com cancro da mama especialmente a nível dos tecidos moles.
Para que serve a ecografia?
Quando se detecta uma lesão mamária, a ecografia nos vai dar o diâmetro exacto e também nos indica se a lesão é sólida ou quística. Também pode ajudar a fazer biópsias dirigidas.
Quando deve ser feita uma biopsia mamaria aspirativa?
Sempre que detectamos uma lesão por mamografia ou por palpação devemos confirmar a natureza desta lesão por biopsia aspirativa.
Como é feita a biopsia aspirativa?
Quando a lesão é palpável, é feita com uma agulha fina é uma seringa. Demora pouco mais de 1 minuto e não precisa de anestesia.
Quando a lesão não é palpável devemos recorrer a métodos de imagem para guiar a picada.
Qual é o tamanho do cancro que considera apropriado para fazer uma cirurgia conservadora da mama?
No caso de tumores pouco avançados localmente, com menos de 3 centímetros, podemos optar por uma segmentectomia ou uma quadrantectomia (retirar só um quadrante da mama)
Em caso de tumores maiores provavelmente é mais lógico retirar toda a mama e tentar a reconstrução.
Em caso de ser feita cirurgia conservadora da mama, existe pior sobrevida?
A cirurgia conservadora não afecta a sobrevida. Pode existir um ligeiro aumento da recidiva local, mas a sobrevida global é igual.
Em caso de tumor maligno deve ser sempre operada a axila?
O cirurgião tem obrigação de saber como se encontra a axila que é onde estão a maior parte dos gânglios linfáticos dessa região. Os gânglios podem ser removidos no seu conjunto ou bem retirar só o primeiro gânglio da cadeia (gânglio sentinela), se este, esta livre de doença, o resto também estará e não é necessário retira-los.
Quais os factores mais importantes que afectam o prognóstico de um cancro da mama?
O tamanho do tumor.
A invasão dos gânglios linfáticos.
A presença de metástases (invasão a distancia de outros órgãos).
A localização do tumor, com invasão da pele ou do músculo.
A própria biologia do tumor pois existem tumores mais agressivos e outros menos agressivos.
A idade da paciente, pacientes jovens tem pior prognóstico.
Quando deve ser realizada a reconstrução mamaria?
Existem 2 possibilidades:
Reconstrução diferida, mais tarde ao fim de vários meses.
Reconstrução que se inicia no mesmo tempo operatório em que se retira a mama.
Optar por uma ou por outra depende da equipa que trata o paciente e da natureza do tumor.
Quais os tipos de reconstrução mamaria?
Para reconstruir a mama existem diferentes métodos e a decisão deve ser tomada pelo cirurgião e pela paciente de comum acordo. Os métodos mais comuns são:
Reconstrução com prótese
•  Reconstrução com retalho musculo-cutaneo de Grande Dorsal. Tem poucos efeitos secundários e pode ser associada com prótese. A cicatriz fica também visível nas costas
•  Reconstrução com retalho musculo-cutaneo de Recto Anterior do Abdómen. É mais complicada de realizar, precisa de deixar uma rede no abdómen. Tem a vantagem de associar uma plástica abdominal junto com a operação da mama (esta vantagem só é vantagem se a paciente realmente precisa de fazer uma plástica na barriga).
•  Habitualmente a mama do outro lado precisa ser reduzida para manter a simetria.
•  Actualmente estamos a optar por fazer, sempre que possível, uma mastectomia subcutânea (sem tirar pele) e reconstrução imediata.
Em caso de ter um tumor maligno da mama, quais as opções cirúrgicas com que posso ser tratada?
A existência de um tumor maligno, não implica necessariamente que a mama deva ser amputada na sua totalidade. O diálogo sensato entre o cirurgião e a paciente deve guiar o tratamento. As opções são muitas: mastectomia radical, quadrantectomia, tumorectomia.
Devem ser feitos outros tratamentos em caso de tumor maligno?
O caso de cada paciente deve ser avaliado por um grupo oncológico onde estejam presentes vários profissionais relacionados com a doença: oncologista, anatomo-patologista, cirurgião, imagiologista, radioterapeuta, etc. Será esta consulta quem decida a terapias mais indicadas em cada caso: radioterapia, quimioterapia, imunoterapia, hormonoterapia, etc.

 

in http://www.clinicalusoespanhola.com/cirugiadamama.html

 

Postado por Isa às 17:42
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Boa tarde, onde se encontra um médico especialista...
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Gostaria de saber se alguém tem conhecimento de se...
Boa tarde,Por acaso estou a passar pela situação e...
Bom dia gostaria de saber uma informação como sou ...
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