Os cuidados do paciente com cancro vão além de ações puramente físicas (alimentação, medicação e conforto corporal). É importante para ele sentir-se emocionalmente apoiado e ser ouvido. Aprendam a ouvir por inteiro, sem interromper – permitindo que o outro “lave a alma” sempre que sentir necessidade. Um abraço e um beijo sincero, valem por mil palavras de resposta. Mas se tiver algo a dizer, só fale quando ele terminar o desabafo.
Nos momentos de calma e serenidade, conversem sobre assuntos agradáveis e de interesse do paciente. Compartilhem bons momentos e boas risadas juntos, sempre que a oportunidade surgir. Apostem na vida e não na doença, evitando assuntos como tragédias, violência urbana, fim do mundo, conversas irritantes, etc.
Amigos devem compreender que as visitas não devem tornar-se um fardo para um paciente hospitalizado ou que acaba de receber alta e está convalescendo de uma cirurgia ou outro tratamento realizado em hospital.
Se estiver constipado ou saindo de uma gripe ou com os sintomas de que vai ter uma, telefone ou mande um cartão. É falta de educação e consideração visitar alguém – seja ele quem for – quando você está com uma doença facilmente contagiosa como gripe ou constipação. Além disso, é importante para o paciente com cancro evitar apanhar infecções que possam enfraquecê-lo – principalmente as que podem ser evitadas com uma pitada de bom senso por parte de amigos e familiares.
Familiares devem estar conscientes de que as queixas de dor ou desconforto do paciente devem ser ouvidas e atendidas. Nunca subestime a dor que o outro diz estar sentindo. Além disso, a dor não precisa fazer parte do dia a dia do paciente. Fale com o médico em busca de medicações ou procedimentos para que o paciente viva sem dor. No caso de dor intensa, não espere a próxima consulta ou o dia seguinte; leve-o às Urgências.
Antes de cada consulta, ajude-o a anotar as suas dúvidas e perguntas, para esclarecer com o médico e anote as respostas.
Muitas informações que parecem corriqueiras para o médico, são completamente novas para vocês (paciente e familiar). Anote as respostas num caderno ou agenda, onde também anotará os sintomas, exames marcados, principais resultados, consultas, quimioterapia, radioterapia e outras informações necessárias.
Se não entenderem a resposta do médico, peçam a ele que explique em uma linguagem menos técnica que vocês possam entender. Nunca hesite em perguntar o que não entender.
O paciente e seu familiar devem compreender a medicação prescrita; portanto, peça que os nomes dos medicamentos sejam escritos de forma legível no receituário. Pergunte e anote os efeitos colaterais previstos para as medicações prescritas e pergunte o que fazer para aliviar esses efeitos.
Ao sair de uma consulta, marque a próxima ou, se já estiver em tratamento, marque a próxima quimioterapia ou radioterapia.
Lembre-se de que o médico precisa de todas as informações do paciente para medicá-lo melhor. Deixe que o paciente responda às perguntas durante a consulta. Porém, se perceber que algo foi esquecido, lembre o paciente, quando ele terminar de falar e não assuma ares paternais ou matriarcais. Por outro lado, seja objectivo, para não tornar a consulta longa e desgastante.
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